
No décimo terceiro andar de uma grande companhia um grupo de cientistas tenta criar a realidade virtual perfeita. Eles recriam a Los Angeles dos anos 30 de forma tão realista que os habitantes nem desconfiam que não existem de fato – estão confinados num chip de computador. Um dos criadores encontra em sua casa uma camisa suja de sangue e seu chefe assassinado na noite anterior. Será que ele é o autor do crime? Por que não se recorda? Agora ele tem que provar sua inocência antes que seja tarde demais. Entre o suspense e a ficção científica, o filme explora a terrível possibilidade da simulação do universo por computador, indefinindo os limites do real.
Eis outra fonte preciosa do filme Matrix, basta ver o iniciozinho do filme, quando do final da apresentação, com as indicações de ator e os créditos relativos ao filme, surge onde o filme se baseou, num livro, cujo título é Simulacron 3, de Daniel Galouye. O título do livro foi traduzido como”Falsificação do Mundo”. Tal livro, que é de 1964, é um dos primeiros a fazer literatura sobre realidade virtual. Ora, Simulacro e Simulação é o nome do livro de fundo falso onde Neo guardava os programas que “traficava”. A cor verde-claro que a máquina de “sonhar” ou simulador, mostrada no 13th floor, gera é outro elemento muito usado em Matrix. Detalhe, o filme foi lançado um ano depois de Cidade das Sombras e no mesmo ano de Matrix. Um filme de ficção que vale a pena ver para quem curtiu Matrix como algo mais do que um mero filme.